Empresas driblam determinação judicial e seguem com disparo automatizado de mensagens no WhatsApp

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Redação Portal IMPRENSA | 02/07/2020 15:51


Reportagem de Helton Simões Gomes, publicada no Tilt (canal sobre tecnologia do UOL) nesta quinta (2), informa que a SallApp e a Yacows, empresas de marketing digital que em abril foram proibidas pela Justiça de fazer disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp, continuam executando esse serviço à revelia da determinação judicial.



Uma das principais investigadas pela CPMI das fake news, a Yacows é suspeita de usar chips de celular registrados sob números de CPF obtidos irregularmente para envios em massa por WhatsApp de mensagens políticas nas eleições de 2018.


 


Crédito:Reprodução


 



A empresa alega que foi vendida e, segundo a apuração de Gomes, estaria usando outro nome (Message Flow) para continuar atuando com disparos automatizados de mensagens no WhatsApp.


 


A Message Flow oferece diversos pacotes de envio massivo de mensagens e seria o nome fantasia da Unifour, empresa que teria comprado a Yacows. 



Segundo a apuração de Gomes, porém, não há documentos na Junta Comercial sobre a compra, o que seria um indício de que esta foi uma forma encontrada para driblar a decisão judicial. 



No caso da SallApp, que foi proibida de atuar em março, o próprio WhatsApp já havia identificado o descumprimento e notificado a Justiça, que definiu multa diária de R$5 mil caso a empresa continuasse atuando com disparos automatizados no WhatsApp.



Em depoimento à CPMI das fake news em março, Marcos Aurélio Carvalho, um dos donos da agência AM4, que em 2018 coordenou o marketing eleitoral e a captação financeira para a campanha do então candidato à presidência Jair Bolsonaro, fez duras críticas à Yacows. A empresa teve seu modo de atuação classificado como “submundo” por Carvalho.


 


No início do ano a CPMI das Fake News também colheu o depoimento de Hans River do Nascimento, ex-funcionário da Yacows que foi fonte da repórter da Folha Patrícia Campos Mello em sua matéria sobre o disparo em massa de mensagens telefônicas nas eleições de 2018. 


 


 


Nascimento na ocasião tentou desqualificar a reportagem, afirmando que a jornalista se insinuou sexualmente em troca de informações. A versão foi negada pela Folha com fatos e prints.

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