Mandante do assassinato de jornalista vai a júri popular

Comunique-se-Comunicação


Jornalista Valério Luiz foi assassinado em julho de 2012 (Imagem: reprodução)


Anderson Scardoelli@scardoelli


Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás; Agora, ele ordena que um ex-dirigente do Atlético Goianiense vá a júri popular. Caso está relacionado a assassinato do jornalista Valério Luiz de Oliveira


Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski derrubou a sua própria decisão, tomada em meados de dezembro do ano passado. Com o novo veredito, Maurício Borges Sampaio, mandante do assassinato do radialista Valério Luiz de Oliveira, irá a júri popular pelo crime. Na sentença anterior, Lewandowski havia anulado a decisão do Judiciário goiano que determinava a realização do júri.


Valério Luiz foi morto em julho de 2012 com seis tiros. Sampaio, então cartorário e vice-presidente do Atlético Goianiense, encomendou o assassinato motivado pela insatisfação com as críticas do radialista à gestão do Atlético, que iam desde casos de compra de resultados a uso de drogas entre jogadores.


Além de Sampaio, são acusados pelo crime o cabo da Polícia Militar Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, que seria o autor dos disparos, e Marcus Vinícius Pereira Xavier, Urbano de Carvalho Malta e o sargento da PM Djalma Gomes da Silva, que teriam articulado o homicídio. A decisão de Lewandowski se refere apenas a Sampaio, mas deve refletir nos recursos dos outros acusados.


 



Ex-dirigente do Atlético Goianiense, Mauricio Borges Sampaio é acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Valério Luiz (Imagem: reprodução/andradetalis.wordpress.com)


O processo chegou ao Supremo após cerca de 3 anos de tramitação de recursos em outros tribunais, como o Tribunal de Justiça (TJ-GO) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Filho luta por Justiça


Filho do radialista, o advogado Valério Luiz Filho comemorou a decisão em seu Facebook. À Abraji, disse acreditar que não haverá um outro revés na Justiça com a nova decisão do Supremo. “A sensação é de muita satisfação e alívio. Já são mais de 5 anos, já passamos por muitas fases. Agora, a situação foi normalizada. Dá a certeza de que o júri vai acontecer, que era o nosso desejo. A nossa missão estará cumprida”, diz.


Nesta segunda-feira, 5, Luiz Filho pediu à primeira instância que marque uma data para o júri popular de Sampaio e dos outros responsáveis pelo crime.


 


 

Voltar