Mídia Dados reforça digitalização e fragmentação dos meios

MEIO&MENSAGEM

Edição 2021 da publicação do Grupo de Mídia passa a contar com informações sobre o segmento de marketing de influência


 


Bárbara Sacchitiello
14 de setembro de 2021 - 
7h51



 


(Crédito: Divulgação)


A fragmentação dos meios de comunicação e as diversas possibilidades de contato com o consumidor, sobretudo nas mídias digitas, já vinham apresentado um cenário mais desafiador para os profissionais de mídia que tem a função de distribuir, de forma mais eficiente, as verbas publicitárias dos anunciantes. A esse contexto já complexo, as transformações trazidas pela pandemia da Covid-19 desde o ano passado adicionaram uma camada adicional nessa tarefa de encontrar a melhor forma – e plataforma – para se conectar com seu público-alvo.


Para trazer uma espécie de termômetro das mudanças que vem impactando os diferentes meios de comunicação do Brasil, sejam eles tradicionais ou online – o Grupo de Mídia São Paulo lança nesta semana a edição de 2021 do Mídia Dados.


Assim como em 2020, a publicação poderá acessada pelas plataformas digitais, tanto pelo site do Grupo de Mídia como pelo aplicativo Mídia Dados. A ideia é que o compilado ajude a guiar as decisões dos profissionais de mídia e anunciantes ao oferecer informações sobre o desempenho de cada meio, consumo de audiência e as tendências que vêm orientando o comportamento dos consumidores. As informações sobre os meios compiladas no Mídia Dados foram extraídas de diversos estudos e pesquisas desenvolvidas por empresas como Kantar Ibope Media, Comscore, Nielsen, IVC, Jovedata, IPC Marketing e YouPix.


 


Entre os diversos insights trazidos pelo levantamento, um dos mais evidentes é a acentuação do comportamento digital. Na visão do Grupo de Mídia, no entanto, o maior direcionamento das verbas publicitárias para a Internet, como foi registrado no resultado mais recente do Cenp-Meios é a consequência natural de um movimento global da indústria, que já vinha se desenhando antes da pandemia e que foi reforçado a partir do momento em que o digital se tornou, muitas vezes, o principal ponto de contato entre pessoas e marcas.


“A digitalização e o crescimento do meio online é uma tendência que só vai crescer. Na verdade, já vínhamos de uma expansão gradual e a pandemia acelerou a curva. Mas esse movimento ainda não acabou. Se olharmos globalmente, os patamares de participação da mídia digital são ainda maiores. Na verdade, vemos não somente a migração das verbas para o digital mas a transformação de todos os negócios em negócios digitais”, coloca Lica Bueno, presidente do grupo de Mídia São Paulo.


Ao analisar os caminhos que os estudos e informações do Mídia Dados apontam para a indústria, Lica não hesita em afirmar que o negócio da mídia se inclina para um patamar de total digitalização, inclusive em relação aos meios tradicionais. “Logo mais, certamente, tudo acabará passando pelo digital. A TV será conectada. As mídias online estarão atreladas as outras plataformas e a tendência é, de alguma forma, todos os meios se fundirem pelo digital”, pontua a presidente do Grupo de Mídia.


Conselheira do Grupo de Mídia e responsável pela publicação do material, Luciana Schwartz ainda vê no horizonte da indústria um cenário de coexistência dos meios, com públicos consumidores de plataformas tradicionais, como jornais, revistas e televisão combinados às pessoas com hábitos mais digitalizados. A profissional, contudo, também julga ser inevitável que o digital ganhe mais espaço nesse cenário, gradualmente. “A menos que tenhamos alguma grande mudança que altere completamente o rumo da indústria, a tendência é que todos os meios acabam migrando para um ambiente digital, de alguma maneira. Continuaremos conectados aos meios tradicionais, mas consumindo-os de forma diferente. Hoje, por exemplo, continuamos consumindo televisão, mas já podemos assistir ao conteúdo na hora que queremos. Vejo esse crescimento da vertente digital em todos os canais, independentemente do conteúdo oferecido ou do tamanho da tela”, frisa Luciana.


 


Outro apontamento que a publicação traz na edição deste ano diz respeito à importância dos influenciadores no contexto da publicação. Pela primeira vez, o levantamento trará dados e informações a respeito do segmento de influência, coletados junto ao YouPix e de outras empresas atuantes na área. Já faz algum tempo que o Grupo de Mídia vem observando o papel cada vez mais importante que os influenciadores passaram a ocupar na comunicação dos anunciantes e, neste ano, algumas das informações relacionados aos criadores de conteúdo e sua relação com as marcas passam a compor o material.

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