Iniciativas de apoio a jornalistas marcam Dia Internacional da Liberdade de Imprensa

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Redação Portal IMPRENSA | 02/05/2022 16:47


Celebrado nesta terça-feira, 3 de maio, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa tem uma série de iniciativas programadas para ressaltar a importância do compromisso com a liberdade dos meios de comunicação e a ética jornalística.


 


A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) apresentam o dossiê “Ataques ao Jornalismo e ao Seu Direito à Informação”, que busca debater o aumento dos ataques ao jornalismo no Brasil e seus impactos no direito à informação. 


 


O lançamento ocorre em uma live no YouTube com a presidente da Federação, Maria José Braga, e um dos coordenadores do grupo de pesquisa, Rogério Christofoletti. 


 


Crédito: Reprodução



 


Com quatro capítulos, 41 páginas e formato eletrônico para download, o dossiê usa dados do “Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa 2021”, da Fenaj, e traz recomendações práticas para o combate à violência contra os jornalistas.


 


Já a Unesco está realizando no Uruguai, de 2 a 5 de maio, uma conferência internacional que também celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O evento pode ser acompanhado pela internet, de forma gratuita. 


 


Com o tema “Jornalismo sob cerco digital”, a conferência debate o chamado autoritarismo digital, que ocorre quando há controle governamental das informações via ferramentas digitais.


 


A ideia também é analisar as formas pelas quais o autoritarismo digital pode comprometer eleições, justificar guerras, além de reprimir e desorientar os cidadãos.



Projetos de lei


Outro assunto importante que remete ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi destacado pelo jornalista Pedro Pincer, da Rádio Senado. Em reportagem publicada nesta segunda-feira (2), ele elencou os principais projetos de lei que tramitam no Senado com o objetivo de garantir o trabalho da imprensa livre e de dar mais segurança aos jornalistas. 


 


Um deles é do senador Weverton, do PDT do Maranhão. A proposta agrava de um a dois terços a pena cometida ao crime de lesão corporal a jornalistas e profissionais de imprensa no exercício da profissão ou em razão dela. 


 


O parlamentar observa que leis semelhantes já existem para aumentar a segurança de outras categorias profissionais, como a de policiais.


 


Já uma proposta do senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande Sul, prevê que o empregador seja obrigado a contratar seguro de vida, de invalidez e de acidentes pessoais para todos os empregados envolvidos em reportagens externas.  


 


 


A matéria de Pedro Pincer informa ainda que estão em análise pelo Senado projetos dos senadores Lucas Barreto, do PSD do Amapá, que considera agravante na pena quando o crime é cometido contra profissional da imprensa no exercício da profissão ou em razão dela; e de Acir Gurgacz, do PDT de Rondônia, que torna crime hediondo o homicídio de jornalista em razão da profissão. 

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