Dia Nacional das Comunicações celebra uma história de evolução e conquistas

MCOM

Data distingue o trabalho realizado pelo marechal Rondon, Patrono Nacional das Comunicações, responsável pela criação de linhas telegráficas importantes, que integraram as regiões brasileiras


 


 


Publicado em 05/05/2022 09h26 Atualizado em 05/05/2022 09h27



 


Foto: Divulgação/MCom


Quem nasceu neste século pode até conhecer a história das Comunicações no Brasil. Porém, dificilmente conseguirá mentalizar o tamanho do esforço empregado para integrar o território nacional por meio da informação. Na intenção de reconhecer este trabalho, especialmente realizado pelo marechal Cândido Rondon, o dia 5 de maio foi estabelecido como o Dia Nacional das Comunicações. Nesta quinta-feira, o Ministério das Comunicações (MCom) celebra a data com a devida homenagem e comemora todo o desenvolvimento e as conquistas na área.


Não parece, mas apenas há 100 anos o Brasil realizou a sua primeira transmissão de rádio. Antes disso, a comunicação só era possível com o suporte de linhas telegráficas, criadas por Rondon. Bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais, ao longo de 45 anos de incursões pelo sertão e por rios brasileiros, o militar fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos e linguísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas, integrando regiões do Centro-Oeste e Norte ao Sudeste do Brasil.


O Ministério das Comunicações foi criado em 1967, e em abril de 1971, o marechal Rondon foi reconhecido como Patrono Nacional das Comunicações. Daí para frente, foi uma longa evolução: nos anos 1980, os cabos de fibra óptica chegaram ao país e, uma década depois, vieram os aparelhos celulares. Em 1995 foi implantada a internet comercial no Brasil.


POLÍTICAS PÚBLICAS — Recriado em junho de 2020, o Ministério das Comunicações (MCom) registrou avanços significativos nas políticas públicas voltadas para a inclusão digital no país. São diversas ações e programas, realizados com instituições parceiras e vinculadas, como a Anatel e a Telebras, para promover o acesso à conectividade de milhões de brasileiros.


A mais recente conquista é o Internet Brasil, que garante o acesso gratuito à internet em banda larga móvel aos alunos da educação básica da rede pública de ensino, integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), por intermédio da disponibilização de chip e de pacote de dados. O projeto piloto prevê a distribuição e manutenção de cerca de 700 mil chips para 437 escolas atendidas pelo Nordeste Conectado.


Outro programa de alcance expressivo é o Wi-Fi Brasil, que leva conectividade em alta velocidade a todas localidades do país, onde não há nenhuma ou pouca conexão, permitindo cumprir os objetivos nacionais da política pública de telecomunicações. Atualmente o programa conta com mais de 15 mil pontos em funcionamento, dos quais mais de 10 mil estão instalados em escolas públicas.


Já o Norte Conectado integra, por meio apenas da "Infovia 00", pelo menos 80 polos ribeirinhos na Amazônia, fortalecendo políticas públicas de educação, saúde e segurança. Ao todo, os cabos de fibra óptica levarão conexão a 58 cidades da região Norte e beneficiarão aproximadamente 10 milhões de brasileiros que hoje vivem em localidades com baixa ou pouca infraestrutura de conectividade.


 


Além disso, o MCom disponibiliza gratuitamente, por meio do programa Digitaliza Brasil, o sinal digital de TV, com qualidade de som e imagem muito superior à da TV analógica. Por meio do recurso de multiprogramação, a TV digital viabiliza a transmissão de canais educativos voltados para a população de forma gratuita livre de ruídos e interferências.

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