SET Centro-Oeste: Novos modelos de fluxo de trabalho para operações multimídia

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Terceiro e último painel analisa diferentes workflows e como as empresas de mídia podem utilizar a tecnologia a seu favor para gerar agilidade e baixar custos.


 


O ultimo painel do SET Centro-Oeste, “Novos modelos de fluxo de trabalho para operações multimídia:IP, Cloud…”, debateu novos fluxos de trabalho, foi moderado Emerson Weirich, Gerente de projetos e desenvolvimento da EBC; e contou com a participação de Marcelo Blum, Gerente de Arquitetura e Tecnologia da Videodata; Eduardo Lopes, diretor de Tecnologia da Rede Amazônica; e Peter Abecassis, SeniorProduct Marketing Manager da Grass Valley.


Weirich disse no início que muitas empresas de mídia estão experimentando as etapas de trabalho na multimídia de forma remota e na nuvem, mas o interessante é que “muitas dessas tecnologias são utilizadas há algum tempo em outras indústrias”.


Marcelo Blum, Gerente de Arquitetura e Tecnologia da Videodata, disse que a TV deve otimizar a operação e os seus processos para continuar sendo relevante. “Trabalhamos na Videodata em consolidação e automatização de processos que antes eram totalmente manuais. O outro grande dilema é o de contratar serviços, pagando pelo uso, o que muda a forma de pensar”.


Blum explicou como a integradora realiza orquestração de mídias em operação comercial, e ainda como essa orquestração realiza “criação automática de chamadas, comerciais, com templates, textos, locução, gráficos, vinhetas, que realize a transcodificação automatizando a criação de comerciais, que alcance a distribuição tornando a TV mais ágil para receber anúncios”. Ele avançou ainda para a exportação para internet e redes sociais que “podam ser adaptadas e transcodificados para On Prem/Cloud facilitando a distribuição”.


Ele ainda falou dos projetos de Centralcasting na emissora, de Remotecasting e DR, que permitem a distribuição de sinais com contribuição de sinais locais.


Eduardo Lopes, diretor de Tecnologia da Rede Amazônica, começou a sua palestra perguntando-se era possível ter um canal de TV aberta100% na nuvem pública, e respondeu que sim. Esta premissa foi, desde a sua óptica, fundamental para responder os seus outros dois questionamentos. “É necessário termos uma estrutura física para mantermos um canal de TV aberta?, e como gerar conteúdo da região amazônica de forma simples e com baixo custo?”. Lopes disse que isso é possível e que hoje o Amazon Sat funciona assim, com baixo custo, nuvem pública e gerando conteúdo na região.


O Executivo explicou que trabalha com um modelo Fast e no qual o ecossistema trabalha com captação, edição, exibição e produção ao vivo. Eduardo Lopes explicou que a exibição está na nuvem e tem alguém na emissora que faz a operação, com “o áudio é igual”, disse. Ainda, explicou a forma como se realiza a criação de conteúdo. Ainda, referiu que uma operação de Playout na nuvem pode custar 3324 doláres, a produção em nuvem U$D 597, e a edição em nuvem pode chegar a 5310 dólares, enquanto o modelo utilizado, o MoJo, custa a emissora 5000 reais.


Finalmente, Peter Abecassis, SeniorProduct Marketing Manager da Grass Valley, analisou o portfólio da empresa e disse que “a mídia e entretenimento estão no centro da disrupção digital”, pelo qual é crucial para as empresas de mídia entenderem o ecossistema.


Abecasssis disse que em uma indústria em constante evolução, “o acesso a internet democratizou a produção de vídeo”, pelo que é imperativo desenvolver e oferecer novos modelos de workflows de vídeo. “Neles a Cloud e o IP são oportunidades importantes porque permitem melhorar a colaboração; alcançar novos públicos; e aumentar a eficiência da produção”.


Nesse aspecto, o executivo da Grass Valley explicou como é possível realizar a produção remota de eventos para múltiplas audiências. Ele disse que “o roteamento na nuvem reduz o custo de movimentação ao redor do mundo permitindo que osfeeds estejam instantaneamente disponíveis para a equipe de produção”. Assim, a solução apresentada permite ainda, “o monitoramento, a mixagem e o processamento de áudio baseados em nuvem levando as equipes locais a possibilidade de somar comentários, foco e regionalização de marcas, tudo porque a solução funciona como um hub de produção centralizado que garante consistência em todas as versões do programa”.


 


Por Fernando Moura, em São Paulo

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