Até o fim de 2017, Brasil terá um smartphone por habitante, diz FGV

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Base instalada cresceu em 30 milhões de aparelhos; segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, há hoje no País quatro computadores para cada cinco habitantes


 Por Bruno Capelas - O Estado de S. Paulo


O Brasil terá um smartphone em uso por habitante até o final de 2017 -- segundo dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e divulgada nesta quarta-feira, 19. De acordo com a pesquisa, até outubro a base instalada de smartphones no País será de 208 milhões de aparelhos. 


Hoje, o País tem 198 milhões de celulares inteligentes em uso, crescimento de 17% na comparação com os dados da pesquisa do ano passado. De acordo com o estudo, a expectativa é de que, nos próximos dois anos, o País tenha 236 milhões de aparelhos desse tipo nas mãos dos consumidores, em um crescimento de 19% em relação ao momento atual. 


A pesquisa da FGV, organizada pelo professor Fernando Meirelles, leva em conta apenas o número de aparelhos em uso, e não as vendas de smartphones no País. De acordo com dados da consultoria IDC Brasil, o mercado de smartphones teve queda de 7,3%  no ano passado, com 43,5 milhões de unidades vendidas. 


Computadores. Atualmente, de acordo com a pesquisa, o Brasil tem também 162,8 milhões de computadores (entre notebooks, tablets e desktops) em funcionamento, em um crescimento de 5% na base instalada com relação ao levantamento de 2015. Até o final do ano serão 166 milhões de computadores em uso – o número inclui cerca de 33 milhões de tablets.


Caso a previsão se confirme, no final do ano o País teria quatro computadores para cada cinco habitantes. Os dados mantêm o Brasil à frente da média mundial de 66 dispositivos para cada cem habitantes. Nos Estados Unidos a proporção é consideravelmente mais alta: 144 aparelhos para cada cem pessoas.


Para Meirelles, a previsão é de que o País atinja a marca de um computador por brasileiro até 2022, quando chegar ao número de 210 milhões de computadores na base instalada. “A previsão era para acontecer mais cedo, mas dois fatores interferiram nisso: a popularização dos smartphones e a crise econômica”, disse o professor. 


Além de considerar dados do mercado, a pesquisa também levantou dados com 8 mil médias e grandes empresas nacionais, recebendo 2,5 mil respostas consideradas válidas. Segundo a FGV-SP, 66% das 500 maiores empresas do País participaram do levantamento.


Vendas. Além de divulgar dados sobre a base instalada de dispositivos no País, o levantamento realizado pela FGV-SP também mensurou as vendas de computadores e tablets no País em 2016. Pela primeira vez na história da realização da pesquisa, houve queda no número de unidades comercializadas da categoria por três anos seguidos.


 


Ao todo, foram comercializados 12 milhões de aparelhos em 2016, recuo de 15% com relação a 2014. Apesar da queda, o preço médio do computador se manteve estável em US$ 400 – marca que se mantém desde 2008. 

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