Emissora do Peru afasta jornalista que comemorou punição de Guerrero

Veja.com-Placar

Magaly Medina, que em 2008 foi presa, acusada de difamação pelo atacante, brindou ao "carma" de Guerrero, fora da Copa do Mundo por uso de doping


Por EFE


access_time 15 maio 2018, 10h23 - Publicado em 15 maio 2018, 10h18



Guerrero foi herói da classificação peruano, mas não irá ao Mundial (Mariana Bazo/Reuters)


A emissora de TV peruana Latina afastou de sua programação a jornalista Magaly Medina na segunda-feira, horas depois de ela ter celebrado nas redes sociais a punição por doping recebida pelo atacante da seleção do Peru e do Flamengo, Paolo Guerrero, que o deixou fora da Copa do Mundo da Rússia.


Por meio de um comunicado, a emissora expressou que “em momentos como este, em que os peruanos devem se unir como um único time, a ‘Latina’ e a senhora Magaly Medina decidiram, de comum acordo, que ela se retira temporariamente do ar”.


Popular no país, ela escreveu “saúde!” ao compartilhar, em sua conta do Twitter, a mensagem de outra pessoa que dizia que “o carma demora, mas chega, saúde!”, após a divulgação de que a Corte Arbitral do Esporte (CAS) havia estendido a punição contra Guerrero.


O jogador testou positivo por benzoilecgonina – principal metabolito da coca e derivados como a cocaína – em um exame antidoping realizado após o empate em 0 a 0 entre Peru e Argentina no dia 5 de outubro de 2017 no estádio da Bombonera, em Buenos Aires.


Magaly também comentou no Twitter que não era hipócrita, ao falar sobre a sanção ao goleador da seleção peruana, ao ritmo de uma música de comemoração.


Em 2008, a jornalista cumpriu uma pena de cinco meses de prisão, por causa de uma sentença por difamação, uma queixa apresentada por Guerrero contra ela, depois de Magaly Medida ter afirmado que o jogador fugiu da concentração da seleção em uma rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2010.


 


 

Voltar