ONG lança relatório sobre violações contra comunicadores

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Anderson Scardoelli@scardoelli


Relatório “Violações à Liberdade de Expressão” teve sua versão 2017 divulgada neste mês. Material traz dados da violência contra profissionais da imprensa no Brasil


Levantamento da ONG ARTIGO 19 lançado no último dia 3 mostra que houve 27 casos de violações graves contra comunicadores no país em 2017. O relatório “Violações à Liberdade de Expressão” é publicado anualmente há seis anos. Clique aqui para ter acesso ao material.


Foram 21 ameaças de morte, quatro tentativas de assassinato e dois homicídios. Houve uma pequena redução em comparação a 2016, que registrou 31 violações. O número, porém, ainda é alto em relação a outros países, segundo a ONG.


Uma análise inédita do relatório buscou cruzar a ocorrência das violações com os dados existentes no “Atlas da Notícia”; uma iniciativa do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e do VoltDataLab que mapeia os jornais impressos e online de todo o Brasil. O resultado mostrou que quase a metade das violações ocorreu no chamado “deserto de notícias”. Essa classificação é empregada às cidades que não possuem nenhum veículo de imprensa periódico.


“Esse complexo cenário de hostilidade e violência em regiões já pouco atendidas por veículos de comunicação contribui para um processo de autocensura de comunicadores locais, intensificando ainda mais o problema”, segundo o relatório.


Alguns dados das violações


O Nordeste registrou a maior parte dos casos, com 56% do total. Na divisão estadual, o Ceará ficou em primeiro lugar, com sete dos 27 casos, incluindo os dois homicídios registrados. No recorte por tamanho de cidade, o padrão segue o mesmo em relação aos últimos anos. A grande maioria das violações (69%) se deu em cidades pequenas, com menos de 100 mil habitantes, enquanto que as cidades médias (entre 100 e 500 mil habitantes) registraram 23% dos casos. Já nas cidades grandes (mais de 500 mil habitantes) aconteceram 8% das ocorrências apuradas.


Os agentes públicos e políticos são suspeitos de terem atuado como executores ou mandantes em 70% dos casos. Na análise das motivações que levaram às violações, a realização de denúncias foi a mais comum (67% dos casos), seguido pela emissão de críticas e opiniões (26%) e a realização de investigações jornalísticas (7%).


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Com informações da ARTIGO 19.

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