Tanure vai à Justiça para barrar bondholders na assembleia de credores da Oi

Telesintese-Plantão

Société Mondiale, do investidor brasileiro, diz que Aurelius quer realizar uma aquisição hostil da Oi e tenta "turbar" a recuperação judicial da operadora.


Rafael Bucco5 de dezembro de 2017


Depois de ir à Agência Nacional de Telecomunicações na tentativa de frear o avanço dos bondholders sobre as negociações da recuperação judicial da Oi, o Société Mondiale decidiu acionar também a Justiça. O fundo, ligado ao investidor brasileiro Nelson Tanure, protocolou na corte do Rio de Janeiro um pedido para barrar a participação do Aurelius, entre outros bondholders, na assembleia de credores da operadora, marcada para 19 de dezembro.


O Société Mondiale pede ao juiz Fernando Viana, que conduz o processo da recuperação judicial da Oi no TJ-RJ, para registrar a “abusividade da conduta” dos fundos abutres e o “conflito de interesses em que eles se colocaram para deliberar sobre qualquer plano de recuperação judicial que venha a ser votado” na assembleia de credores.


Defende, ainda, que se os fundos tentarem colocar em votação um plano próprio, no qual pedem o controle da Oi, participarão da assembleia no papel de “adquirentes do controle” e não como credores. Essa situação seria conflito de interesses, conforme o Société Mondiale.


O Société Mondiale acusa também os bondholders liderados pelo Aurelius de fazer uma tentativa de aquisição hostil. Lembra que os papéis detidos por eles foram adquiridos “voluntariamente, já quando a Companhia estava em
estresse financeiro”.


 


E arremata: “os fundos abutres vêm tentando de todas as formas turbar o presente processo de recuperação, interferindo indevidamente na administração da Companhia, forçando-a a apresentar um plano de recuperação que eles próprios querem; que não é melhor para a companhia em comparação com o plano formalmente apresentado, tudo para que adquiram o controle de uma das maiores concessionárias do país sem colocar qualquer dinheiro novo”.

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