The Guardians: Time elege jornalistas como "Pessoa do Ano" de 2018

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Profissionais mortos e presos são homenageados em edição especial da revista


por PROPMARK          publicado em 11 de dezembro, 2018 - 12:03


A revista Time escolheu os jornalistas mortos e presos como "Pessoa do Ano" de 2018. Em edição especial, revelada nesta terça-feira (11), a publicação homenageia jornalista saudita morto na Turquia e outros profissionais que "pagaram terrível preço por encarar desafios deste momento".


A revista citou o número recorde de repórteres atrás das grades no mundo - 262 casos em 2017, segundo o CPJ (Comitê de Proteção aos Jornalistas) - e falou sobre a desinformação nas redes sociais e de autoridades que classificam reportagens críticas aos seus governos como fake news .


"Este ano estamos reconhecendo quatro jornalistas e um meio de comunicação que pagaram um terrível preço por encarar os desafios deste momento", afirmou Edward Felsenthal, diretor da Time.


Um dos profissionais mencionados pela revista é Jamal Khashoggi, colunista do Washington Post, jornalista saudita crítico ao governo da Arábia Saudita. Ele foi morto em outubro, dentro do consulado de seu país em Istambul. O caso também repercutiu na Turquia e em outros países, como os Estados Unidos, onde ele morava.


A edição homenageia ainda Maria Ressa, ex-repórter da CNN nas Filipinas, que abriu o site de notícias Rappler em 2012, com reportagens críticas ao presidente Rodrigo Duterte. Segundo o CPJ, essa cobertura rendeu ao site uma "campanha de assédio legal" feita pelo Departamento de Justiça de Duterte.


Também estão como "Pessoa do Ano" da Time a redação do jornal Capital Gazette, em Annapolis (EUA), que foi atacada por um homem armado em junho deste ano. Quatro jornalistas e uma assistente de vendas morreram. Após o ataque, a edição do dia foi fechada no estacionamento de um shopping.


 


Os outros homenageados são Wa Lone e Kyan Soe Oo, jornalistas da Reuters que foram condenados a sete anos de prisão por um tribunal de Mianmar. Os dois foram acusados de violar a Lei de Segredos Oficiais, durante a investigação de um massacre de muçulmanos rohingyas.
O prêmio de "Pessoa do Ano" é entregue anualmente desde 1927 e "reconhece a pessoa ou grupo de pessoas que mais influenciaram as notícias e o mundo - para bem ou para mal - durante o ano".

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