Os planos do serviço de streaming da Apple

MEIO&MENSAGEM

Companhia organiza encontro com celebridades e executivos de mídia para apresentar planos e conquistar a adesão de estúdios e programadoras


14 de março de 2019 - 15h01


*Do AdAge


Depois de discutir por meses com investidores suas ambições de se tornar uma companhia de serviços, a Apple está se preparando para apresentar seus novos projetos de vídeos e produtos. Tudo o que a gigante precisa é a adesão de Hollywood.


No próximo dia 25, a companhia receberá um grupo seleto de celebridades e executivos de mídia para esboçar como a marca vai competir com empresas como Amazon e Netflix. A Apple planeja lançar o tão esperado serviço de streaming e uma plataforma de assinatura de revistas, e pode usar o encontro em Cupertino, na Califórnia, para exibir os recursos adicionais da Apple Pay, deixando o terreno pronto para um cartão de crédito iPhone em parceria com o Goldman Sachs Group.


Mas antes das cortinas se abrirem, a companhia precisa sacramentar as negociações. A empresa está competindo pelos direitos de séries e programas de TV para disponibilizar ao público opções que vão além de suas produções originais. Para isso, a marca estaria oferecendo concessões para finalizar os negócios até sexta-feira, de acordo com fontes próximas. Programadores de TV paga como HBO, Showtime e Starz têm que decidir se a Apple é um uma ameaça a sua existência, como a Netflix, um parceiro em potencial ou algo entre essas duas posições.


 


Por anos, observadores da Apple previram que as tecnologias de realidade aumentada e carros auto-dirigíveis se tornariam o próximo grande produto da companhia. Mas como os consumidores mantiveram seus celulares por mais tempo, a marca está olhando para os serviços como a próxima área de crescimento e uma promessa de receita recorrente. A Apple prevê que suas vendas cheguem aos US$ 50 bilhões por ano em 2021. No último ano, os serviços atingiram US$ 39,7 bilhões, cerca de 33% da renda total da empresa.

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