Infraero registra 80 interferências de rádios clandestinas em comunicações entre aviões e torre de Viracopos

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Sábado, 13 de Abril de 2019 @ 10:24


Campinas - Total de casos representa alta de 77% no comparativo com soma dos registros feitos anualmente entre 2013 e 2018


A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) divulgou um levantamento em que registrou cerca de 80 interferências de rádios clandestinas nas comunicações entre aeronaves e a torre de controle no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), no primeiro trimestre deste ano. A quantidade representa alta de 77% no comparativo com a soma de 45 ocorrências contabilizadas anualmente entre 2013 e 2018.


 


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De acordo com a Infraero, ao longo do período avaliado não foram registrados reflexos no fluxo de aviões ou impactos na segurança das operações. Para isso, diz texto da empresa, foram adotados "procedimentos de contingência operacional", como troca de frequência dos voos.


Sobre as estatísticas do primeiro trimestre deste ano, a assessoria diz que os casos foram relatos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Inicialmente, segundo a Infraero, a ausência de informações específicas sobre a fonte das rádios piratas impedia a localização das fontes. Contudo, em 1º de abril, após denúncia, a Anael fechou a rádio identificada, segundo a Infraero.


A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou ao portal G1 que, na semana passada, policias civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) localizaram uma rádio evangélica clandestina na área do Parque Universitário de Viracopos. Segundo as informações, um auxiliar de produção, de 38 anos, suspeito de ser responsável, foi preso.


De acordo com a assessoria da pasta, ele foi liberado após pagamento de fiança estipulada em R$ 1 mil. No local foram apreendidos um transmissor de FM, uma mesa de som e uma chave híbrida. "O caso foi registrado como desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação", diz nota.


A secretaria não informou, até esta publicação, se outras rádios foram identificadas nas proximidades do aeroporto ao longo do primeiro trimestre e qual foi o valor pago pelo suspeito.


A Anatel, por meio de assessoria, lembrou a ação realizada pela Polícia Civil de Campinas e destacou que um dos processos permanentes é o monitoramento que visa identificar uso irregular ou clandestino das das faixas de radiofrequências, principalmente no entorno dos aeródromos.


Com informações do G1

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