O Rádio hoje | Relatório de uso livre para a defesa do rádio é disponibilizado pela ABERT

Tudo Rádio - ABERT

Sexta-Feira, 27 de Setembro de 2019 @ 07:31


 


São Paulo - Iniciativa conta com dados confiáveis de vários institutos como Kantar Ibope Media, Edison Research, Deloitte, XP Investimentos, entre outros


Durante o evento Mercado em Sintonia, realizado em São Paulo no Dia do Rádio (25, quarta-feira passada), a ABERT disponibilizou um relatório extenso para auxiliar as emissoras de todo o Brasil na defesa comercial do meio. O estudo, organizado pelo professor Fernando Morgado, reune dados de institutos como Kantar Ibope Media, Edison Research, Deloitte e XP Investimentos, com vários cenários que destacam a relevância do meio rádio no Brasil e também em outros locais do mundo.


O relatório, que é de uso livre por parte de todas as emissoras do país (inclusive as não associadas da ABERT), começa respondendo a pergunta "Por que investir no Rádio?". Além da análise de Morgado, o estudo reune uma série de cenários que mostram a relevância do meio perante a população e confronta o rádio com outras plataformas de comunicação, inclusive as digitais.


Pontos fortes como a credibilidade do meio (analisado pela XP Investimentos), a presença do rádio (seja do receptor ou de outros dispositivos que disponibilizam o conteúdo de emissoras, como o celular), tempo de consumo, alcance semanal em vários países (incluindo o Brasil), perfil dos ouvintes, curvas de audiência e composição dos conteúdos de interesse dos ouvintes (música, notícias, etc) são pontos analisados e reunidos no relatório.



Alcance semanal do rádio em alguns dos principais países do mundo / gráfico: relatório ABERT


O meio que se adapta


Outro destaque é o avanço do rádio em outros equipamentos. O tradicional receptor FM/AM segue como principal fonte de consumo das emissoras por parte dos ouvintes, correspondendo 84% segundo o Kantar Ibope Media. Porém, o relatório também observa a evolução do alcance do rádio em outros dispositivos, como computadores e celulares.


O relatório compara essa evolução em cinco anos (abr/2019 a jun/2019 vs. abr/2014 a Jun/2014), que mostra o poder de adaptação do rádio: o alcance do rádio aumentou 280% em outros equipamentos neste período, seguido de um avanço de 275% no computador e 99% em celulares.



Os destaques:


O relatório, com base nos dados apresentados, aponta os seguintes destaques:


-Nove em cada 10 adultos conectados escutam rádio off-line.
* O rádio é o meio líder em confiança no Brasil. 64% percebem que a maioria das notícias consumidas no rádio é verdadeira.
* Mais da metade dos ouvintes brasileiros ligam o rádio porque querem se informar.
* Quando usado de forma combinada, o rádio fortalece todas as mídias. A junção do rádio com revista, por exemplo, atinge quase três vezes mais consumidores do que quando se investe apenas no meio revista.
*Mais de 10 mil emissoras funcionam no Brasil. Cerca de metade delas é comercial.
* A faixa entre 6h e 18h concentra 3/4 de toda a audiência do rádio.
* Perfil do ouvinte de rádio é muito semelhante ao da população em geral.
* Patamar de alcance do rádio no Brasil é semelhante ao dos maiores mercados do mundo.
*Oito em cada 10 possuem rádio convencional.
*Um em cada cinco ouvintes escuta rádio pelo celular.
*Cresce o consumo de rádio on-line através do smartphone.
*Cerca de um em cada quatro ouvintes escuta rádio no carro.
*Em apenas cinco anos, dobrou a escuta de rádio pelo celular e quase triplicou o consumo pelo computador e em outros equipamentos.


O relatório foi entregue aos participantes do evento Mercado em Sintonia, junto com a divulgação do Inside Radio do Kantar Ibope Media.


O uso do relatório é gratuito, apenas se faz necessária a indicação das fontes, até para a manutenção da credibilidade do estudo e o auxilio nas defesas.


Clique aqui para ter acesso ao material completo.


 


Daniel Starck

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