Seis áreas que todo estudante de jornalismo (e todo jornalista) devem conhecer

PORTAL IMPRENSA

Kassia Nobre | 07/10/2019 08:36


O site Journalism.co.uk listou áreas que os estudantes de jornalismo (e todo jornalista) devem conhecer. A lista incluiu inteligência artificial, produção de podcast, jornalismo móvel, jornalismo de soluções e jornalismo especializado.


 


O portal IMPRENSA conversou com o jornalista Sérgio Corrêa, mestre em jornalismo digital e professor convidado da Escola de Comunicação da Universidade de São Paulo (ECA-USP) sobre as novas práticas na profissão no cenário brasileiro.


 


“O jornalismo vem se reinventado continuamente a partir das novas opções digitais deste século 21. Atualização permanente passa a ser exigência aos estudantes e também profissionais já estabelecidos. Atualizar ou ser ultrapassado (e eventualmente “morrer” no meio do caminho) é o dilema diário de quem trabalha com informações digitais de cunho jornalístico”, afirma Sérgio.


 


Crédito:Internet



 


1.Inteligência Artificial


Segundo o site, a inteligência artificial vai entrar totalmente no mundo do jornalismo. Em princípio, para facilitar o trabalho. Os bots, como já acontece em algumas mídias, são capazes de publicar informações de dados (resultados esportivos, mercado de ações, terremotos etc.), além de pesquisar em grandes bancos de dados para encontrar histórias importantes.


 


O professor Sérgio indica os cursos de Jornalismo de Dados da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). 


 


“O Jornalismo de Dados é uma abordagem poderosa que vem reinventado o noticiário e reportagens desde grandes veículos como o The New York Times até pequenas publicações”, explica.


 


2. Podcasts e dispositivos controlados por voz


A narração em áudio, particularmente os podcasts, é uma tendência crescente na indústria da mídia. Muitos meios de comunicação estão apresentando podcasts para encontrar novos ouvintes. A melhor coisa sobre podcasts é que você não precisa de um grande orçamento.


 


O professor Sérgio explica que a voz é ferramenta mais poderosa de uma pessoa ou líder e também de um jornalista.


 


“Ela não saiu de moda na era digital. Se ‘reposicionou’. Ainda que o texto escrito seja o seu campo primordial, é a voz o instrumento mais imediato do jornalista ao fazer uma entrevista direta ou por telefone, na televisão ou no bom e velho rádio. Esse último volta, aliás, com força, na forma de podcast. Virou uma febre. Há uma série de cursos curtos de como produzir e editar podcasts. Faça e refaça os seus podcasts quantas vezes for necessário”.


 


3. Jornalismo móvel


Saber como usar um telefone celular para fazer jornalismo é cada vez mais necessário. Como era antes do gravador, agora o celular nos permite não apenas gravar áudio ou vídeo e editá-lo, mas também usar várias ferramentas para facilitar o trabalho (por exemplo, converter áudio em texto em tempo real). Grandes emissoras como a  BBC  e a  CNN  estão incorporando o jornalismo móvel em suas redes sociais para atrair esses públicos.


 


4. Histórias do Instagram


De acordo com o Reuters Digital News Report (DNR) 2019 , menores de 35 anos passam 25% mais tempo com o Instagram do que em 2018.  Mais e mais mídias usam o Instagram para aumentar seu público mais jovem.


 


Vale a pena saber  como fazer upload de conteúdo horizontal para IGTV  (Instagram TV) e como usar outros recursos do Instagram,  incluindo filtros, postagens agendadas, uso de hashtags etc.


 


5. Jornalismo de soluções


Os relatórios não param de revelar que muitos leitores estão cansados de manchetes negativas e notícias pessimistas, e exigem da mídia que não se limitem a divulgar o problema, mas que são capazes de propor soluções. O jornalismo de solução relata um problema que apresenta uma solução potencial por meio de técnicas rigorosas.


 


6. Jornalismo especializado


Se você cobre uma editoria específica, considere se associar a um grupo ou entidade de jornalistas com foco em temas específicos. O professor Sérgio indica o grupo Jeduca na área de Educação. 


 


“A Associação de Jornalistas de Educação reúne profissionais da área, possuindo site própria e uma movimentada lista de discussão por e-mails”, afirma.


 


Para jornalistas da área ambiental, experimente a Rebia (Rede Brasileira de Informação Ambiental).


 


“Grupos e entidades similares reunindo jornalistas ou especialistas se multiplicaram às centenas conforme temas ou editorias graças às facilidades propiciadas pela internet e redes sociais: economia, política, cultura, artes, esportes etc.”, explica Sérgio.


 


Outra dica é participar de grupos digitais de compartilhamento de informações em temáticas específicas.


 


“Existe o Banco de Fontes para jornalistas que a ANDI - Comunicação e Direitos acaba de lançar. A publicação traz ainda nome, currículo, email e telefone de 117 especialistas em 15 temas diferentes como saúde, educação infantil, assistência social, e trabalho infantil", complementa.


 


 

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