Desafios e oportunidades para o mercado televisivo

SET

SET NEWSSET REGIONAL CENTRO-OESTE


09/10/2019


 


bySET Comunicação



 


Painel discute os principais desafios do negócio da TV aberta. Foto: Tobias Ragonesi / SET


O penúltimo painel do SET Centro-Oeste 2019 foi moderado pelo diretor geral da SET, Olímpio José Franco. Com o tema,  Desafios na gestão, manutenção, operação e modernização de uma emissora de TV, ele selecionou perguntas sobre o atual momento do mercado televisivo.


Para responder, foram convidados Carlos Cauvilla, da Rede Anhanguera; Carolina Duca, da Rede Globo; Emerson Weirich, da EBC e José Frederico Rehme, da Universidade Positivo. Todos também integram diversas áreas da SET.


Confira as principais respostas:


Tecnologia


“A tecnologia deixou de ser uma área na empresa para se tornar a própria empresa”, Carolina Duca


“A área de tecnologia está sendo cobrada para viabilizar o negócio cada vez mais”, Emerson Weirich


“A engenharia não é o core do negócio. O desfio da diretoria técnica é fazer a tecnologia gerar resultado ou reduzir custos”, José Frederico Rehme


“Acho que o nosso core hoje em dia é a tecnologia. Estamos passando por um momento de transformação em que é necessário investir em tecnologia para criar novos modelos de negócios”, Carolina.


 


“Quem produz conteúdo de valor tem faturamento, a tecnologia transporta”, Olímpio José Franco



 


Olímpio José Franco (centro) e os executivos de emissoras de TV Emerson Weirich, Carlos Cauvilla, José Frederico Rehme e Carolina Duca. Foto: Tobias Ragonesi / SET


Infraestrutura IP


“Para a EBC, essa migração será gradual. Ainda há um debate interno sobre esta necessidade, visto que os investimentos são elevados. Vamos começar com algumas áreas específicas”, Emerson Weirich.


“Para nós, o investimento parte do seguinte tripé: obsolescência, sustentação e inovação. Na Rede Anhaguera, nossos planos de investimentos ainda estão voltados para obsolescência. Mas devemos olhar para a questão IP a partir do ano que vem”, Carlos Cauvilla.


“No caso da emissora Pai Eterno, não vale a pena para uma emissora deste porte investir em IP para depois mudar para outro padrão. Para nós, a pergunta é: o que agrega?”, José Frederico Rehme.


Uso da Nuvem


“Hoje já estamos com muita coisa na nuvem. Os sistemas corporativos já são realidade e são usados em larga escala. No caso de broadcast, ainda testamos soluções. O render, por exemplo, já é feito na nuvem. Hoje, a nuvem já é vista como uma extensão do ambiente de trabalho. Agora, faltam ser testados os sistemas críticos, como o playout, por exemplo”, Carolina Duca.


Switch-off da TV analógica


“O tema começou a ser discutido em 2006.  Todos conheciam o cronograma que, por sinal, foi adiado várias vezes. O desafio hoje é colocar responder se vale a pena investir no desligamento dos lugares mais remotos As soluções estão chegando”, Carlos Cauvilla


A força da TV aberta


“A audiência assiste o conteúdo de alguma forma. O conceito de TV está mudando: a TV é o que você quiser”, Carolina Duca.


“As novas gerações estão assistindo o conteúdo que a gente produz, seja TV ou não”, Carlos Cauvilla.


“O melhor lugar para assistir a um jogo de futebol ainda é a televisão.  As demais telas apenas complementam a experiência. Mesmo quem diz que não assiste TV, gasta muitas horas por mês na frente dela”, José Frederico Rehme.


Capacitação profissional


“Temos uma vasta quantidade de treinamentos técnicos online. Por isso, o maior desafio hoje é comportamental. Temos necessidades de profissionais com novos skills comportamentais, que tenham habilidades de comunicação, de negociação e consigam entender o lado do cliente”, Carolina Duca.


 


“Nossa equipe é bastante jovem e percebo uma diferença geracional. Quando contratamos hoje, tentamos identificar algum perfil. O comprometimento é uma das habilidades mais importantes”, Carlos Cauvilla.

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