Crise política boliviana eleva casos de violência contra a imprensa no país

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Redação Portal IMPRENSA | 11/11/2019 10:45


A crise política boliviana também está atingindo de forma violenta profissionais e órgãos de imprensa do país. Desde a escalada de tensão e protestos nas principais cidades da Bolívia, uma série de imagens e notícias de violência contra jornalistas que atuam no país está circulando nas redes sociais. 



Na noite de domingo, 10, jornalistas da Televisión Universitaria anunciaram ao vivo que receberam ameaças e que se viam obrigados a encerrar a transmissão em nome da segurança pessoal. 


Crédito: Reprodução ANF



Após receberem ameaças, jornalistas da Televisión Universitaria anunciam encerramento das transmissões


Uma das mais tradicionais da Bolívia, a Agencia Fides informou, também na noite de domingo, que Mery Vaca, sub-editora do Página Siete, jornal sediado em La Paz e fundado em 2010, havia acabado de anunciar que o diário não circularia nesta segunda, 11, também em função de ameaças e preservação da segurança.

Porém, o caso de ameaça contra profissionais de imprensa bolivianos mais visto este fim de semana foi provavelmente o da invasão (no sábado, 9, por opositores de Evo Morales) a dois meios de comunicação ligados ao movimento sindical:  a emissora Bolívia TV e a rádio Pátria.  


Crédito:Reprodução Twitter



Radialista ligado a movimento sindical é amarrado a árvore por opositores de Evo Morales


 


Artigo do Opera Mundi informa que o sinal de ambas foi cortado e que José Aramayo, radialista ligado à Confederação de Trabalhadores Campesinos (CSUTCB), chegou a ser amarrado a uma árvores por oposicionistas.  



Os jornalistas e trabalhadores das duas emissoras foram ameaçados de morte caso não interrompessem as transmissões. Eles só conseguiram deixar o local em segurança após a chegada da Defensoria Pública.


 


 


 


 

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