Com reestruturação global, Vivo aliena 1,9 mil torres para Telxius

Teletime-Infraestrutura

Por Henrique Julião - 28/11/19, 22:26



 


Foto: Pixabay.com


 


Como parte da reestruturação global anunciada pela Telefónica, a Vivo, operação brasileira do grupo, anunciou a alienação de 1.909 torres para a Telxius, em uma transação de R$ 641 milhões entre as partes relacionadas. O negócio ainda está sujeito à aprovação do Cade e outras condições suspensivas.


A decisão foi aprovada pela Vivo durante reunião do Conselho de Administração na última quarta-feira, 27, e divulgada em comunicado nesta quinta-feira, 28. Subsidiária da companhia espanhola, a Telxius será o principal asset da nova empresa criada para concentrar os ativos de infraestrutura do grupo (a Telefónica Infra).


A transação também inclui a cessão dos contratos vigentes de locação de terrenos e dos contratos de compartilhamento de torres, além da posterior cessão do uso de espaço pela Vivo. No comunicado, a empresa assegurou a continuidade da prestação do serviço móvel pessoal (SMP).


As condições do negócio foram parametrizadas por transações anteriores da mesma natureza, por laudo de avaliação dos ativos realizado por uma empresa independente e pelo próprio business plan interno que demonstrou a rentabilidade do movimento para a companhia. Ao transferir ativos para a Telxius, a Telefónica também paga menos dividendos para os sócios da empresa na subsidiária.


"Foi proposto ainda o pagamento de um valor mensal para a cessão de uso das infraestruturas pelo período de dez anos. O prazo de cessão de uso das infraestruturas poderá ser renovado por mais três períodos de cinco anos cada um mediante solicitação expressa da Companhia", registra a ata da reunião do conselho.


 


O negócio também tem como premissa focar recursos na principal atividade de negócios da Telefónica, ou as operações na Espanha, Brasil, Alemanha e Reino Unido. Além da criação da Telefónica Infra e da Telefónica Tech (voltada para o setor B2B), o grupo espanhol fez um spin-off das filiais em todos os países da América Latina (exceto Brasil), colocando o negócio à venda.

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