Hispasat assina contrato com Thales Alenia para fabricar

Teletime - Satélite

Por Bruno do Amaral - 10/01/20, 09:46


 



Satélite Amazonas Nexus. Foto: Divulgação


A operadora satelital Hispasat, que controla a Hispamar no Brasil, selecionou a fabricante Thales Alenia Space para a construção do satélite Amazonas Nexus, que deverá entrar na órbita 61º Oeste na segunda metade de 2022 para substituir o atual Amazonas 2, lançado em outubro de 2009. O contrato foi assinado nesta sexta-feira, 10, em Madri, após a fornecedora ter ganhado a concorrência com competidores internacionais. Ela ficará responsável pelo design, produção, teste e avaliações de adaptação em órbita.


Os mercados almejados são os segmentos marítimo e aéreo, mas também haverá foco em fornecimento de backhaul para operadoras e governo na América Latina, servindo regiões com baixa penetração de infraestrutura terrestre. A Hispasat já estabeleceu contratos de longo prazo com operadoras e com provedores de serviço nos segmentos de governo e de companhias aéreas, já garantindo 30% da capacidade embarcada do Nexus.


O Amazonas Nexus deverá ser um satélite de alto throughput (HTS) com cobertura em todas as Américas (incluindo o Brasil, naturalmente), o corredor do Atlântico Norte (para tráfego aéreo e marítimo) e a Groenlândia. O artefato fornecerá serviços de telecomunicações em banda Ku, além de também contar com capacidade em banda Ka para otimizar as comunicações entre gateways e o satélite, permitindo ampliar a capacidade disponível para uso comercial.


A Thales e a Hispasat destacam também uma nova geração de processador, o Digital Transparent Processor (DTP), que promete aumentar a flexibilidade geográfica da missão para responder a "eventuais evolução a respeito do cenário comercial inicialmente antecipado". Com esse elemento, a carga do satélite é digitalmente processada para permitir a configuração em órbita de capacidades desejadas a qualquer momento.


A operadora diz que o DTP fará com que seja o artefato mais eficiente da frota. Em comunicado, o CEO da Hispasat, Miguel Ángel Panduro, disse que o acordo com a Thales permitirá "construir o satélite mais dinâmico e avançado de nossa frota e que dará um passo importante na direção de soluções digitais que irão se adaptar às futuras tecnologias de satélite".


 


O Amazonas Nexus será baseado na plataforma Spacebus NEO da Thales Alenia, contando com propulsão totalmente elétrica, o que deixa o satélite mais leve e, consequentemente, reduz o preço do lançamento. A vida útil estimada é de 15 anos, com energia de 20 kW e massa de 4,5 toneladas no lançamento. Será o terceiro satélite da Hispasat fornecido pela fabricante, após o 1C e 1D.

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