ANATEL E EMPRESAS DE STREAMING DEFINEM NESSA QUARTA CARTA DE COMPROMISSO

Telesíntese - ANATEL

MIRIAM AQUINO 24 DE MARÇO DE 2020


Anatel e empresas de streaming, como You Tube e Netflix deverão assinar uma carta compromisso com iniciativas para preservar as redes de comunicação de dados do país.


A Anatel e as empresas de OTT (Over the Top), ou as megacorporações de informática e streaming, como Google, Netflix e Facebook terão uma nova reunião nesta quarta-feira (dia 25 de março) exclusivamente para definirem os termos de uma carta de compromisso – a exemplo do que foi assinada pelas operadoras de telecomunicações – entre essas empresas e a agência reguladora sobre medidas que podem ser feitas para garantir a integridade das redes de telecomunicações nesse período da pandemia e aumento de consumo de dados.


As OTTs já começaram a adotar medidas para diminuir a demanda por infraestrutura de telecomunicações. A Globoplay foi a primeira a anunciar a redução do consumo de dados, seguida pelo You Tube, que anunciou só exibir filmes na resolução SD (Standard Definition), mais leve, e o Netflix informando que reduzirá o bit rate nesta quinta-feira.


A reunião de hoje, terça-feira, na Anatel, que contou também com a participação das entidades setoriais de telecomunicações e suas operadoras acabou tratando de um leque muito maior de assuntos, apresentados pelo mercado. Segundo fontes da Anatel, o clima da reunião foi “muito colaborativo por parte de todos”.


Apesar do clima de colaboração, a pauta apresentada voltou com  reivindicações antigas do setor, agravadas pela crise do Covid-19. Entre elas, facilitação para a instalação de antenas e importação de equipamentos; o pagamento das taxas setoriais e suspensão dos prazos dos processo administrativos da Anatel.


Entre as novas preocupações foram trazidas as dificuldades enfrentadas pelos técnicos para a mobilidade nas ruas, apesar do decreto ter estabelecido que telecomunicações é um bem essencial.


 


Há ainda preocupação das operadoras com o aumento da inadimplência, que seria provocado não apenas pela crise atual, mas também pelos efeitos de notícias sobre supostas proibições de cortes de serviços.

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