Ferramentas permitem ambiente corporativo em casa

Meio & Mensagem - Marketing

Zoom, Microsoft Team e Facebook Workplace buscam protagonismo em meio à política de distanciamento social


 


 


Salvador Strano
26 de março de 2020 - 6h05



Zoom obteve aumento de 1.270% no número de downloads da plataforma (Crédito: divulgação)


As ferramentas de trabalho remoto observaram um crescimento vertiginoso desde a adoção de práticas de distanciamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, que obrigou muitos trabalhadores a partirem para o chamado “home office”. Com isso, a demanda por plataformas como Zoom, Facebook Workplace e Microsoft Teams cresce junto à adaptação tecnológica ao número de usuários e apresenta uma oportunidade de comunicação com o público corporativo, que pode garantir a fidelização dos usuários a essas plataformas mesmo após a crise passar.


Um levantamento realizado pela LearnBonds aponta que o Zoom observa um crescimento de 1.270% no número de downloads durante a pandemia. O crescimento nos downloads veio acompanhado de uma alta em suas ações. No dia 2 de janeiro, as ações da plataforma eram comercializadas a US$ 68,70. Durante o pregão dessa quarta-feira, 25, os papeis eram comercializados por cerca de US$ 140.


O exemplo da quarentena chinesa foi um laboratório sobre como a plataforma de videoconferências pode se adaptar ao modelo de trabalho remoto massivo. No país asiático, o Zoom anunciou uma série de ações para que os profissionais pudessem utilizar a plataforma de maneira ágil e útil, além de buscar ações para aliviar o peso do distanciamento social junto à comunidade.


 


 


Em primeiro lugar, forneceu serviços e suporte técnico para ONGs que debatem sobre saúde mental. A Wellbeing Foundation foi uma das parceiras da plataforma. Com os serviços de webinar do Zoom, atingiu centenas de profissionais da saúde para que eles fossem preparados para o atendimento às vítimas e suas famílias na província de Wuhan, que foi o epicentro da crise no país. Mais de 300 mil pessoas participaram do treinamento.


Em parceria com a China Educational Information Platform, o Zoom lançou uma interface voltada para estudantes universitários em toda a China. Por último, permitiu que mais de mil hospitais públicos chineses usassem a plataforma para consultas online.


 


“Acreditamos que todos os negócios têm a responsabilidade social de contribuir de volta para a comunidade e para a sociedade, e é criticamente importante durante esses períodos de crise”, afirmou um porta-voz da empresa ao Meio & Mensagem.


Já o Facebook Workplace, por sua vez, aposta na proximidade com a usabilidade da plataforma entre os profissionais. Isso porque o Workplace mantém a interface usada pelo Facebook em sua rede social aberta ao público geral.


A equipe do serviço não divulga os números de aumento de usuários, mas vem divulgando material informativo para melhorar a experiência a experiência remota de trabalho deles. Entre as dicas estão buscar um ambiente calmo e silencioso para trabalhar; verificar se há uma boa conexão de internet disponível; garantir que o computador conte com câmera e microfone; adotar plataformas seguras e eficientes para chamadas de voz e vídeo e utilizar a plataforma para ter acesso online e compartilhado a documentos, planilhas e materiais necessários para seu trabalho.


Tanto o Workplace quanto o Zoom possuem versões gratuitas para uso, mas contam com planos pagos que ampliam o número de salas e duração de conferências.


Já o Teams, da Microsoft, apresentou crescimento vertiginoso no número de usuários nas últimas semanas. No dia 18 de março, a empresa registrou mais de 44 milhões de usuários diários, um crescimento de 12 milhões em uma semana.


 


“Acreditamos que essa mudança repentina e global para o trabalho remoto será um ponto de virada na maneira como trabalhamos e aprendemos. Já estamos vendo como as soluções que permitem o trabalho remoto e o aprendizado por meio de chat, vídeo e colaboração de arquivos se tornaram centrais na maneira como trabalhamos”, afirmou a empresa em comunicado.


Criatividade em nuvem


Parte da indústria criativa depende de ferramentas de edição que são, usualmente, vinculadas a uma conta logada em um computador apropriado para suportar o processamento de grandes projetos.


Uma adaptação a esse momento tem sido o crescimento do uso de plataformas em nuvem.


Esse é o caso da Adobe, que possui ferramentas de edição de vídeo, áudio, imagem e pós-produção, entre outras. “Essa característica faz com que tenhamos a flexibilidade necessária para continuar entregando conteúdo relevante para nossos clientes, ainda que em maior volume, não importa onde eles estejam”, afirma Rodrigo Dias, gerente de serviços digitais da Adobe para a América Latina. “A adoção massiva do trabalho remoto, na verdade, é uma grande oportunidade para que as pessoas e empresas enxerguem o potencial que existe no trabalho colaborativo”, finaliza.


 


 *Crédito da imagem no topo: Sturti/iStock

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