A produção de conteúdo tá diferente, né minha filha?

Propmark - Opinião

A conversa entre as pessoas mudou. E com as marcas não poderia ser diferente. É muito importante – para estabelecer…



02 de junho de 2020 | 14:08


 


A conversa entre as pessoas mudou. E com as marcas não poderia ser diferente. É muito importante – para estabelecer confiança com seu público – que ela seja capaz de encarar o novo desafio contribuindo para diminuir os impactos da crise, ou se adaptando para seguir atendendo com segurança. Nesse contexto, o conteúdo pode ser o maior aliado para gerar conversas e engajar a comunidade da marca. Mas o jeito de produzir em meio à crise se reinventa.


No universo do entretenimento, essa reinvenção foi instantânea. Têm se falado que a internet é o novo teatro e, nela, as interações com o público podem ser ilimitadas, especialmente pelo crescimento da demanda por lives. Temos sentido a necessidade de criar e sistematizar novas dinâmicas de produção, que se adaptem às limitações causadas pelo distanciamento social. Tudo se encaminha para que o mercado saia desta crise com soluções cada vez mais ágeis e criativas. E as marcas que souberem passar por isso certamente serão lembradas. Aí vão algumas dicas de eixos a seguir, pela experiência que estou vivendo na Brooke:


Serviço/Utilidade


Informar sobre medidas de prevenção é uma forma de se manter relevante nas redes e isso pode ser feito em parceria com creators. A Brooke, com O Boticário, produziu junto com as @avosdarazão um vídeo que faz parte de uma campanha educativa para incentivar que as pessoas fiquem em casa. Como sabemos que os idosos são grupos de risco, fizemos um papo bem-humorado com Gilda, Helena e Sônia para disseminar a ideia. O jeito de produzir foi muito simples: gravamos uma ligação entre elas e editamos um vídeo com as três, juntas, conversando sobre o tema.


Challenges


Os challenges e correntes virais também ajudam a construir a programação de conteúdo. A rede de alcance e engajamento crescem com os compartilhamentos e menções orgânicas, e quem participou se identifica ao se ver fazendo parte da ação. Também com O Boticário produzimos uma ação que colocou um olhar positivo nos aprendizados que o distanciamento social nos trouxe: os momentos de autocuidado, as demonstrações de afeto à distância, as pequenas indulgências. Com essa lente, em parceria com a W3haus, convidamos o público a enviar fotos e vídeos produzidos de acordo com daily challenges propostos pela marca em suas redes e reunimos as interações enviadas em uma série de conteúdos que fizeram parte de uma campanha social para manter a comunidade próxima e engajada.


Co-criação com a audiência


O especial de comédia do Nando Viana é um case recente no qual a conversa foi propulsora. Por meio de uma campanha que envolveu os fãs desde o financiamento coletivo até o protagonismo que demos a eles nas filmagens e conteúdos de estreia, produzimos um grande lançamento que uniu esforços de influenciadores do humor, fãs e amigos da sua rede. O filme conquistou mais de 500 mil views em menos de 10 dias no Youtube, sendo os primeiros 200 mil views nas 24h pós-estreia – sem nenhum investimento em mídia e com todas as peças sendo produzidas através de vídeos mobile, conteúdos compartilhados pela audiência e imagens de bastidores.


Lives


Por último, e não menos importante, as lives são de fato um caminho sem volta. Mas como criar um conteúdo relevante em meio às milhares de transmissões acontecendo ao mesmo tempo? Explorando diversos canais (Instagram, Youtube, Facebook) e formatos (shows, entrevistas, conteúdo didático) e dando destaque para a interação em tempo real com a audiência, que ajuda a definir o que quer ver. Tem sido fundamental dar voz ao público para reter a atenção e aproximar. Além disso, é possível produzir com recursos limitados, ferramentas certas e profissionais à distância.


 


Bruna Rodrigues é Co-founder da Brooke, empresa do grupo HAUS

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